Uma das vítimas perdeu R$ 1.300 ao tentar comprar geladeira.
Especialista em harmonização facial com mais de 100 mil seguidores no Instagram, o dentista e influencer Mateus Zafanella teve todas as suas contas nas mídias sociais hackeadas por criminosos, que aplicaram golpes em pelo menos 20 seguidores dele através de vendas e sorteios fraudulentos.
O golpe, que vem se popularizando nas redes sociais, consiste em usar perfis populares hackeados para vender produtos que não existem e pedir transferências de dinheiro, sem o conhecimento do proprietário.
Uma das vítimas do perfil do dentista que perdeu R$ 1.300 ao tentar comprar uma geladeira usada. Ela foi bloqueada logo depois de enviar o comprovante de transferência do valor.
No site de sua clínica, Mateus Zafanella publicou um vídeo contando o ocorrido e dizendo que registrou boletim de ocorrência na polícia no dia 13 de janeiro para que o crime seja investigado.
“Pessoal, meu perfil @dr.mattzafanella foi hackeado. Vocês que me seguem, estão vendo algumas promoções e divulgações de videogame, geladeira, sorteios e rifas. Não somos nós, não sou eu. Fiquem atentos, trata-se de uma quadrilha muito bem especializada, que além de terem hackeado meu Instagram, hackearam o What’sApp, o número de telefone, e-mail, Facebook, a maquininha da clínica. Tentaram até invadir conta de banco”, afirmou o dentista.
Mateus Zafanella disse que tem “vivido dias de angústia e medo” porque, além de ter a imagem pública danificada, os criminosos procuraram a família dele para tentar uma extorsão e negociar a devolução da conta.
“Estou passando por uma situação que é pior do que ser assaltado no farol. Eles procuraram meu irmão e minha mulher e queriam ao menos R$ 5 mil na conta de um laranja para devolver as contas. Tiveram acesso a vários vídeos meus com meu filho passeando no shopping. Tiveram acesso a minha vida inteira e usam pra tentar ludibriar as pessoas”, contou o dentista.

Sem suporte das plataformas
Zafanella diz que há mais de dez dias tenta reaver as contas para tentar diminuir os prejuízos aos seguidores e da clínica dele, que teve queda de 90% do fluxo de clientes que vinham das redes sociais, , mas não recebeu suporte das empresas.
“Ninguém é responsabilizado nisso. Os bancos não se responsabilizam por pix, a Meta – dona das plataformas – não se responsabiliza por nada disso, a Claro também não. A gente está no lugar totalmente inseguro. Os nossos dados estão correndo por aí, sem a gente saber nas mãos de quem”, criticou.
Nossa reportagem procurou a Meta, empresa dona do Instagram, WhatsApp e Facebook, e a operadora Claro – responsável pelo número de telefone do influencer, mas não obteve retorno até a última atualização dessa reportagem.











