Sem chuvas há 30 dias e umidade baixa, Campinas entra em estado de atenção, diz Defesa Civil

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Segundo o coordenador regional, o risco é alto para incêndios. Bombeiros registraram ao menos 15 ocorrências na cidade neste sábado

Campinas (SP) está em estado de atenção, segundo a Defesa Civil. Sem chuvas há 30 dias e com umidade relativa do ar em torno de 30% ao longo de toda a semana – com mínima registrada de 23% – a cidade está com um alto potencial para incêndios. Segundo o coordenador regional do órgão, Sidnei Furtado, esse quadro coloca a metrópole em estado de atenção.

“O potencial de risco é alto para incêndios. Campinas está em estado de atenção por conta da baixa umidade combinada com a falta de chuvas”, afirma o coordenador. A umidade chegou a 33,4% neste sábado.

  
Fogo em mata comprometeu a visibilidade de motoristas em Hortolândia (Foto: Reprodução / EPTV)
Fogo em mata comprometeu a visibilidade de motoristas em Hortolândia (Foto: Reprodução / EPTV)

Fogo em mata

O Corpo de Bombeiros registrou, ao menos, 15 ocorrências de fogo em mata, neste sábado. Na Rodovia Dom Pedro I, houve focos em alguns pontos, que atrapalharam a visibilidade de motoristas. A concessionária Rota das Bandeiras também auxiliou nos combates aos focos.

Também houve incêndio em mato nas rodovias Campinas-Mogi e Professor Zeferino Vaz, em Paulínia (SP). Uma queimada maior destruiu uma área de 40 mil metros quadrados em Hortolândia (SP) perto de um supermercado.

Incêndio em empresa de reciclagem

A baixa umidade agrava outras ocorrências, como um incêndio que afetou uma empresa de reciclagem no bairro Jardim Itatinga. Com muito material inflamável, os bombeiros tiveram dificuldade para apagar o fogo e usaram mais de 25 mil litros de água.

  
Incêndio atingiu empresa de reciclagem em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)
Incêndio atingiu empresa de reciclagem em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Risco para a saúde

Segundo o coordenador da Defesa Civil, os moradores não devem fazer caminhadas, praticar esportes e precisam evitar atear fogo em qualquer tipo de material.

“A propagação de incêndio é grande porque estamos sem chuvas, e a partir de qualquer fagulha [o fogo] pode se propagar com muita rapidez. A Defesa Civil tem feito vistorias no período em áreas de proteção ambiental, matas e outras que tenham indício”, afirma Sidnei Furtado.

O período mais crítico de umidade baixa é entre 10h e 16h, segundo ele.

Fonte: G1

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