Supremo gastou R$ 859,7 mil com passagem aérea em 2017

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O STF disse que todos os dados relacionados às viagens dos ministros estão “discriminados no seu portal na internet.”

O Supremo Tribunal Federal gastou em 2017, com voos nacionais e internacionais de ministros e servidores, quase o mesmo que desembolsou para bancar auxílio-moradia de 23 assessores. Foram R$ 859,7 mil com os voos e R$ 768 mil com moradia.

Os voos para o exterior não entram no auxílio que cada um dos 11 ministros têm direito para comprar viagens dentro do País. Como revelou a Coluna, a cota é de R$ 51,6 mil por ano. Os ministros não precisam justificar o motivo a natureza da viagem e podem requerer o auxílio até mesmo no recesso do judiciário.

Os ministros Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello não usaram a verba no ano passado. Luiz Fux foi o que mais requereu, R$ 47,2 mil, de janeiro a outubro, último dado disponível.

Atual presidente do TSE, Fux fez 41 das 44 viagens compradas com a cota para o Rio, seu Estado, o que é permitido pelo Supremo. Sua assessoria justifica: “Toda a família do Ministro se encontra no estado do Rio, inclusive sua Querida Mamãe, esposa e filhos, portanto sua necessidade de deslocamento para tal Cidade.”

A assessoria de Fux diz, ainda, que “todos os esforços envidados para obter os referidos dados atualizados junto à administração do STF, foram inócuos” devido ao feriado. E que não seria possível checar ontem se ele tinha agenda de trabalho no Rio na ocasião das viagens.

O STF disse que todos os dados relacionados às viagens dos ministros estão “discriminados no seu portal na internet.”


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