Crime ocorrido em junho teve longa troca de tiros com a PM e terminou com uma jovem morta. Dez pessoas, a maioria da região de Campinas, foram presas após o assalto.
Policiais civis de Americana (SP) prenderam André Ferreira Borges, de 40 anos, suspeito de participar do ataque a uma agência do Banco do Brasil de Uberaba (MG) em junho. Eles cumpriram mandado de prisão da 1ª Vara da cidade mineira. No dia do crime, a quadrilha com aproximadamente 25 integrantes trocou tiros com a Polícia Militar por mais de uma hora, e a ação deixou uma jovem morta e feridos. O grupo teria roubado R$ 40 milhões, segundo a corporação.
Outros 10 suspeitos de participar da ação criminosa foram presos no dia seguinte ao assalto, sendo a maioria da região – seis moravam em Campinas, um em Indaiatuba (SP), um em Santa Bárbara d’Oeste, um em Piracicaba e o último em Jundiaí (SP).
De acordo com a equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, o cumprimento do mandado de prisão contou com apoio do departamento de roubo a bancos da polícia mineira.
Segundo a corporação, Borges, também conhecido como Pane, seria integrante de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. O suspeito estava morando em Americana, mas é da Zona Leste de São Paulo.

O crime
O ataque a agência bancária em Uberaba no dia 27 de junho começou na madrugada. O grupo criminoso formado por 25 integrantes fortemente armados cercou a região central da cidade por volta das 3h30 e fez diversos disparos, assustando moradores.
Segundo o Registro de Eventos de Defesa Social (REDS) feito pela Polícia Militar (PM), enquanto alguns dos assaltantes faziam disparos para o alto e na direção de lojas e veículos na região, outros invadiram o Banco do Brasil. Eles explodiram o cofre da agência. Dois vigilantes do banco foram feitos reféns e precisaram ser socorridos por terem inalado fumaça. Ambos passam bem.
Assim que a PM montou cerco nas proximidades do Banco do Brasil, houve troca de tiros. Os autores renderam dois homens e um rapaz em uma farmácia, que foram colocados em uma caminhonete e mantidos como reféns. Segundo a PM, eles só foram liberados após os criminosos deixarem o local das explosões.
Os ladrões entraram nos veículos com os malotes roubados e fugiram em direção ao Anel Viário, onde acessaram a BR-262 sentido Araxá.
Os ladrões foram perseguidos pela polícia até a BR-262. Eles chegaram a roubar uma caminhonete e foram até uma fazenda, onde fizeram reféns. O veículo foi abandonado posteriormente com materiais e munição. Também roubaram um caminhão na propriedade, que serviu de transporte para criminosos e reféns. Após o cerco, se entregaram.
Em nota na época, o Banco do Brasil informou que não informa valores subtraídos durante ataques criminosos às agências/unidades. Fachadas de outros bancos, de uma agência dos Correios e do Corpo de Bombeiros foram atingidas por disparos de armas de fogo, além de uma residência.










