Suspeito de violência doméstica é morto pela PM após confusão em Capivari, SP

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De acordo com depoimento da companheira do suspeito, ela nunca foi ameaçada ou agredida por ele. Policiais afirmam que atiraram após suspeito ir para cima deles com facão.

Um suspeito de violência doméstica de 47 anos foi morto por um policial militar na madrugada deste domingo (4), após uma confusão em Capivari (SP). De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada para uma denúncia de agressão em que um homem estaria utilizando um facão. Para a Polícia Civil, a companheira do morto disse que não foi agredida ou ameaçada.

Ao chegar no bairro Chácara Clemente, local para onde foram acionados, dois policiais militares ouviram gritos de dentro de uma residência em que uma mulher pedia calma para um homem. Em seguida, o suspeito deixou o imóvel e foi para cima dos policiais, com o facão na mão, segundo o boletim de ocorrência.

O suspeito, que aparentava estar embriagado, “esbravejava palavras desconexas”, segundo o registro. Os policiais, então, pediram para que ele se acalmasse e deram voz de parada, mas ele continuou caminhando na direção dos oficiais.

De acordo com os policiais, o homem se recusou a parar após nova ordem e, como “medida de repelir iminente injusta agressão”, um deles efetuou dois disparos contra o agressor, que continuou caminhando contra eles, e só parou após o terceiro disparo, segundo o registro policial.

O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros até a Santa Casa de Capivari, mas não resistiu aos ferimentos. Ele era natural Alcobaça (BA).

A mulher, de 29 anos, estava com um ferimento na mão e contou aos policiais que se feriu ao tentar acalmar o suspeito e tirar o facão das mãos dele.

Versões diferentes

De acordo com o boletim de ocorrência, um vizinho chamou a polícia após ouvir ameaças do suspeito contra a companheira. No entanto, a mulher confirmou frequentes discussões porque o homem sentia ciúmes e costumava beber regularmente, mas afirmou que ele nunca a agrediu ou a ameaçou de morte.

Para a Polícia Civil, a mulher afirmou ainda que não havia motivos para a polícia ter sido acionada naquela situação pois, mesmo o suspeito estando nervoso, ele “nunca demonstrou qualquer ato de violência em seu desfavor”.

O boletim informa ainda que, devido ao estado emocional da mulher, ela não soube esclarecer a dinâmica dos fatos ou a motivação da discussão.

Registro da ocorrência

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, lesão corporal e violência doméstica na Delegacia Seccional de Piracicaba (SP).

Foi requisitado exame residuográfico, que analisa os vestígios de um disparo de arma de fogo, para o policial que efetuou os disparos, e periciais para a arma de fogo e o facão, que acabou apreendido. Um perito criminal também realizou exames no local.

Foto: Tonny Machado/Raízes FM

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