Suspeitos de emitir CNHs falsas para abrir contas bancárias digitais e dar golpes em lojas são presos

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De acordo com a Polícia Civil, dupla causou prejuízo de R$ 10 mil com apenas um cartão de crédito falso. Um dos envolvidos era foragido da Justiça.

Dois homens foram presos suspeitos de emitir carteiras falsas de habilitação, usá-las para abrir contas bancárias digitais e então dar golpes em lojas de Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. A Polícia Civil afirmou o prejuízo causado com apenas um dos cartões de crédito é de R$ 10 mil.

Os detidos foram identificados como Roberto Luiz Ramos, de 37 anos, que estava foragido da Justiça, e Everson Yure Ferreira de Sá Campos, de 27 anos.

De acordo com delegado Fábio Meireles Vieira, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais, os suspeitos conseguiam emitir a documentação falsa no Detran de Goiás e no do Distrito Federal. Roberto, afirma o investigador, tinha a mesma foto em cinco documentos com nomes diferentes.

“Com os cartões, os criminosos faziam saques de cheque especial de acordo com limite. Eles também usavam limite de crédito para compras em lojas diversas. Em apenas um cartão tem uma dívida que chega a R$ 10 mil”, conta o delegado.

A polícia disse que investiga como a dupla conseguia emitir os documentos no Detran. Em nota, o departamento de Goiás informou que atualmente todo processo de CNH é digital.

“Na abertura do processo é colhida impressão digital e foto do candidato à obtenção de CNH, além da biometria e telemetria durante todo processo teórico e prático. Em casos de renovação são verificados todos os dados na base local e nacional. Condutor com CNH de outro estado que solicita transferência para Goiás tem análise de prontuário”, disse.

“Sobre CNHs falsas encontradas com suspeitos de aplicar golpes em bancos e no comércio, o delegado Fábio Meireles, adjunto da Deic, relatou que os suspeitos falsificavam, em sua casa, as carteiras de habilitação. Sendo assim, as CNHs não têm dados registrados no sistema de habilitação”, completa a nota.

Segundo o delegado, Roberto e Everson foram autuados em flagrante por uso de documento falso e estelionato. O primeiro deles era procurado pela Justiça por já ter contra si dois pedidos de prisão preventivas, pela prática dos crimes de estelionato, associação criminosa e falsificação de documento.

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