Elivelton Santos Furtado teve a prisão preventiva decretada e foi denunciado pelo Ministério Público. Vídeo mostra confissão da morte de Heloá Pereira em Piedade, na zona rural.
Após um ano da morte da pequena Heloá Pereira, de 11 anos, em Piedade (SP), o vizinho que confessou ter matado a facadas e estuprado a menina, no bairro Vila Eraldino, zona rural, ainda não foi a julgamento.
O crime foi registrado em 19 de dezembro de 2019. Se condenado por todos os crimes, a pena para Elivelton Santos Furtado pode chegar até 39 anos de prisão. Ele teve a prisão temporária convertida para preventiva, e está preso desde 14 de fevereiro.
Segundo informações, o caso continua em fase de audiência de instrução e apenas a polícia foi ouvida na Justiça. O juiz emitiu uma carta precatória para que a família do acusado seja ouvida. Em seguida, ele será ouvido e, então, será decidido se vai a júri. A defesa não quis comentar o caso com a reportagem.
Em julho deste ano, a Justiça negou o pedido da defesa para que fosse feito um exame para determinar a sanidade mental do jovem. Mesmo com a tentativa de instauração de incidente de insanidade mental do réu, a Justiça entendeu que nada nos autos indica que Elivelton tenha algum problema.
Anteriormente, o Ministério Público havia denunciado pelo caso que causou comoção. De acordo com o documento, o MP afirmou que Elivelton cometeu estupro contra menor de 14 anos; homicídio com tortura, sem defesa e ocultação; vilipêndio de cadáver e ocultação do corpo. O caso corre em segredo de Justiça.

Confissão
Na madrugada do crime, o rapaz, que era vizinho da casa onde a menina morava com o pai, teria feito uso massivo de drogas. Por volta das 6h, o pai da criança havia saído de moto para buscar o caminhão que usa para trabalhar.
De acordo com a investigação, neste momento, o réu do crime teria ouvido o barulho do veículo e ido até a casa. A vítima teria acordado, quando o homem a asfixiou e a levou para a casa dele desacordada, onde abusou sexualmente dela.
Na ocasião, Heloá teria retomado a consciência, momento em que Elivelton desferiu 18 facadas contra a menina, conforme apontado por um laudo do Instituto Médico Legal (IML). Ele teria tentando então, novamente, estuprar a criança já morta.
O corpo de Heloá foi encontrado em 21 de dezembro, coberto por pedaços de madeira, enrolado em um cobertor e um lençol, dentro de uma fossa, nos fundos da casa dela.
A garota também estava seminua, apenas com a camiseta. A calça e a calcinha estavam ao lado do corpo. A investigação solicitou exames para constatar o abuso sexual, entretanto, o estado de decomposição do corpo não permitiu uma conclusão.
Elivelton chegou a limpar manchas de sangue que estavam no quarto dele e queimou as roupas que usava no dia.

Desaparecimento
Quando o pai, Robson Pereira, saiu de casa para trabalhar, a menina ficou dormindo no quarto. Robson então voltou para buscá-la e levá-la para a casa da avó paterna, mas constatou que a criança não estava em casa.
No dia em que Heloá desapareceu, o réu ainda se dispôs a supostamente ajudar a família da menina a encontrá-la. Porém, ele decidiu fugir quando soube que a polícia passaria a usar cães farejadores nas buscas.
A prisão do rapaz ocorreu no dia 14 de fevereiro, na estrada que liga Tapiraí (SP) a Pilar do Sul (SP). O corpo de Heloá foi velado e sepultado no dia 21 de dezembro. O enterro ocorreu no Cemitério Jardim Eterno, em Piedade.











