Só em 2016 foram 551,3 mil toneladas; país autoriza consumo de agrotóxicos proibidos mundialmente.
Segundo o Histórico de comercialização de Químicos e Biológicos: 2000 – 2016, do Ibama, a venda de agrotóxicos no Brasil aumentou 239,3% em 17 anos. De 162.461 toneladas de agrotóxicos vendidas em 2000, o índice saltou para 551.313 toneladas em 2016.
O levantamento Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia aponta que o Brasil permite uma quantidade de resíduos do herbicida Glifosato na água 5.000 vezes maior que a permitida na União Europeia. A pesquisa ainda diz que o Glifosato é o agrotóxico mais vendido no Brasil. Em 2014, as vendas deste herbicida foram de 193.948 toneladas.
Além do Glifosato, o estudo também aponta outros agrotóxicos, como o fungicida Mancozebe, que é o 8º mais vendido no Brasil, e que tem uma quantidade de resíduo na água do país 1.800 vezes maior que a quantidade permitida na União Europeia.
Transgênicos
Nos últimos anos, de acordo com a pesquisa, houve uma grande expansão dos cultivos transgênicos. No Brasil, 96,5% da produção atual de soja é transgênica, o que equivale a uma área de 32,7 milhões de hectares transgênicos. 88,4% da produção de milho também é transgênica, o que corresponde a 15,7 milhões de hectares. Já em relação ao algodão, 78,4% da produção é realizada a partir de sementes transgênicas, o equivalente a 789 mil hectares.
Brasil autoriza consumo de 14 agrotóxicos proibidos mundialmente
Considerado o maior importador de agrotóxicos da Terra, o Brasil acaba de permitir o consumo de 14 tipos de substâncias que já são proibidas no mundo. Entre eles estão Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram.
Os agrotóxicos estão tão presentes na nossa alimentação que uma análise de 62 amostras de leite materno, feita por pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso, revelou que 44% das mães analisadas tinham em seu leite vestígios do agrotóxico Endosulfan, conhecido por prejudicar os sistemas reprodutivo e endócrino.
Além do Endoslfan, também foram encontrados o DDE, uma alteração do DDT, que foi identificado em 100% dos casos.
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