Ação pretende incentivar as vítimas de violência doméstica a denunciarem agressões em farmácias credenciadas.
As vereadoras Regina Noêmia Geromél Corrochel (PTB) e Anete Monteiro dos Santos Casagrande (PSDB) demonstram o seu apoio à campanha que tem como objetivo prevenir a violência doméstica e familiar durante a crise sanitária decorrente da pandemia da Covid-19.
Mulheres em situação de violência são infelizmente uma realidade no Brasil e, em tempos de isolamento, elas enfrentam mais um problema: a dificuldade em denunciar os agressores. Diante desse cenário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançaram na última quarta-feira, dia 10, a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica.
A ideia da campanha é promover um canal silencioso de denúncia à mulher que têm tido mais dificuldade para formalizar queixa contra os agressores.
COMO DENUNCIAR?
Para denunciar, basta desenhar um “X” na mão e exibi-lo ao funcionário de alguma farmácia cadastrada. Em seguida, os profissionais acionam a polícia, para atendimento da mulher. Balconistas e farmacêuticos não serão conduzidos à delegacia e nem, necessariamente, chamados a testemunha.
Até o momento, mais de 10 mil farmácias em todo o país participam da iniciativa como agentes de comunicação contra a violência doméstica. A empresa interessada deve assinar digitalmente o termo de adesão da campanha, em formato de foto, e enviar para o e-mail [email protected].
O atendente de farmácias e drogarias, previamente cadastradas, receberão uma cartilha e um tutorial em formato visual, preparados pelo Grupo de Trabalho, instituído pela Portaria 70/2020, com as orientações necessárias ao atendimento da vítima e acionamento da polícia, de acordo com protocolo preestabelecido;
A vítima será acolhida pela Polícia Militar (Patrulha Maria da Penha, onde houver, ou pela Guarda Civil Municipal), e, em seguida, ingressará no sistema de justiça e contará com o apoio da rede de proteção.
INFORMAÇÕES
No endereço www.amb.com.br/sinalvermelho, estão disponíveis as cartilhas voltadas às mulheres vítimas de violência doméstica e às farmácias, além do termo de adesão.












