Violinista encanta fiéis com músicas na Basílica

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Flávio Simões toca músicas sacras com violino modelo francês: iniciativa agrada frequentadores da Basílica

A imponente arquitetura interna da Basílica de Nossa Senhora do Patrocínio ganhou som de um violino clássico, tocado voluntariamente pelo músico Flávio Simões. A iniciativa do ararense começou em 5 de julho e desperta atenção de quem frequenta a igreja nas manhãs de quarta-feira.

Flávio cita fatores que o motivaram a tocar de graça na Basílica e enfatiza o principal: o agradecimento a Deus pelo dom que o acompanha desde a infância. “Foi a forma de agradecer Deus e Nossa Senhora do Patrocínio pelo dom da música e também oferecer som agradável para quem dedica parte das manhãs para as orações”, explica.

O instrumento usado pelo músico é um violino clássico francês, estilo Gaultier, fabricado em 1913. Flávio toca nas manhãs de quarta-feira, das 9h às 10h, e no repertório letras que incluem o compositor italiano Antonio Vivaldi e o alemão Johann Sebastian Bach, além da bela melodia de Ave Maria, composta pelo austríaco Franz Schubert.

“Interessante notar que, quando toco, as pessoas entram na Basílica e começam a procurar de onde vem o som”, revela o músico, que fica praticamente escondido no mezanino da igreja.

Irmão foi inspiração da música para Flávio

Aos 36 anos, Flávio recorda que a música entrou em sua vida por influência do irmão, que cultiva a mesma paixão. “Tinha nele as referências como Beatles e Elvis Presley e me incentivou a participar das aulas oferecidas no Casarão da Cultura, ainda nos anos 1990”, relata.

O aprendizado amadureceu com o passar dos anos e Flávio se formou em violino no tradicional Conservatório Dramático e Musical Doutor Carlos de Campos, localizado em Tatuí/SP. Em seguida, se formou em pedagogia para ensinar música para as crianças – trabalho que ele enfatiza ser sua grande paixão.

“Leciono em projetos como o Guri e ensino a música para as crianças, principalmente as carentes. E por tudo que conquistei até hoje com a música, decidi agradecer tocando de graça uma vez na semana na Basílica”, salienta. Ele explica também que não é a primeira experiência na igreja, pois toca em casamentos e também nas comemorações do Dia da Padroeira, em 15 de agosto.

“Tocar violino e contemplar a exuberância da Basílica é algo que acalma e funciona como meditação. O prédio tem uma espiritualidade muito forte e aqui encontro paz, sendo o espaço onde eu e as demais pessoas nos encontramos com Deus. E essa paz eu passo para as outras pessoas, ao som do violino”, finaliza.

Fonte: Tiago Penteado/Tribuna

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